FUNÇÃO SOCIAL DO ENSINO E PRÁTICA DA ARQUITETURA

Fala do Professor Rogério Quintanilha durante a XIV Semana da Arquitetura e Urbanismo.


Preciso começar dizendo quem sou, preciso começar assumindo o lugar de onde
falo. Meu nome é Rogério, sou homem, quase branco, cis, hétero, sem
necessidades especiais, cria da classe média média urbana católica, filho de
professores, um avô com curso superior e três sem. Digo também que sou doutor
em urbanismo o que pode ser bom, e o que pode ser ruim, e se esse conjunto de
credenciais não foi suficiente para que todos saiam da sala, vou contar para vocês
sobre o dia em que descobri que sou racista. Morei um certo tempo em Florianópolis
e certo dia, no meu trabalho, vi uma mulher desconhecida com uma vassoura na
mão, limpando o chão. Ela era jovem, loira, de olhos azuis, e eu demorei alguns
segundos para entender o que aquela mulher jovem, loira de olhos azuis estava
fazendo ou porque estava limpando o chão. Alguns segundos depois eu entendi que
ela era a faxineira e entre uma coisa e outra se passaram não mais que 10
segundos, e essa é a medida do meu racismo. Se fosse uma mulher negra, eu teria
entendido imediatamente que ela era faxineira, porque fui ensinado que mulheres
negras são faxineiras e aquela mulher loira devia ser, no máximo, uma secretária, o
que me fez pensar que além de racista, eu estava sendo machista. Isso foi a 15
anos e sinto vergonha daquele dia. Mas sinto também orgulho porque se não fui
capaz de não ser racista e machista, fui capaz de reconhecer em mim o racismo e o
machismo, e se isso é ainda é pouco, já é alguma coisa. Depois daquele dia, nunca
mais fui do time do “eu não”, nunca mais fui do time do “nem todo”, e o motivo é
muito simples: se você tem um cão que um dia foi treinado para ser violento, é sua
responsabilidade estar atento a ele e não importa o quanto ele seja manso hoje em
dia. Sou racista e machista em potencial e posso ser, no máximo, racista e machista
não-praticante, mas para isso preciso estar sempre atento, sempre vigilante, e a
única forma de não me deixar levar pela maré é remar com força. Não há mais
espaço para o conforto dissimulado, para o disfarce, para a acomodação da
consciência. É preciso ação. É preciso ser um antimachista e um antirracista
praticante. É preciso pensar, é preciso estudar, é preciso ouvir, ir atrás, apontar os
dedos para as práticas, para as instituições, para si mesmo. É preciso pedir
desculpas, mas é preciso não fazer de novo. É preciso parar de pensar que está
tudo bem, porque não está tudo bem. E é preciso saber que o antirracismo não está
aqui para confortar a consciência do branco, muito pelo contrário, está aqui para
incomodar. Ninguém deve receber uma estrelinha por não ser uma pessoa horrível.
Se pude reconhecer o racismo em minhas próprias práticas, isso não foi um
processo meu, nascido e criado na minha própria cabeça brilhante. Ao contrário,
isso foi plantado a muito tempo pelo movimento negro, por pretos e pretas que
construíram essa consciência nas veias da sociedade até que o óleo quente
estourasse essa pipoca na minha cabeça quase branca e eu decidi que não voltaria
atrás. É preciso ouvir pessoas pretas, aprender, ler o que escrevem, entender o que
dizem. Participei durante um ano do coletivo Mãos Negras, aqui mesmo na UNESP
e minha tarefa lá era sentar, calar a boca, e ouvir. Eu acho que seria muito bom se
os homens, os brancos, e principalmente os homens brancos, fizessem esse
exercício de calar a boca e ouvir, porque a gente sempre foi educado para falar, que
somos o máximo, que nossa opinião importa. E a gente sempre vai ter voz, como
prova o fato de que eu estou, nesse momento, falando em uma mesa em que
provavelmente faria melhor papel calado. Quase não aceitei estar aqui, mas se
aceitei é porque aprendi também que tenho que usar o meu privilégio, a minha
oportunidade de fala, o microfone que sempre passa pela minha mão, para repassar
a outros homens brancos o que aprendi com as mulheres pretas. Quando um doutor
vindo da França senta na nossa frente e diz qualquer coisa sobre arquitetura, ainda
que a gente não concorde, fazemos um esforço terrível para entender porque ele
está certo e nós errados. Quando uma mulher preta senta e diz algo, ela precisa se
esforçar muito para provar que está certa e faremos um esforço terrível e facilmente
desonesto para desacreditá-la. “Não é bem assim, ela é louca, é exagerada,
mimimi.” O uso ativo do meu privilégio significa dizer: ouçam o que elas estão
dizendo, elas estão corretas, e por elas empenho toda a pilha de diplomas que
tenho em casa até o dia em que não for mais necessário.
E o que elas estão dizendo é que o racismo estrutural é tão presente em cada
átomo da sociedade brasileira, e não só na brasileira, quanto a força da gravidade.
Em um experimento de física, não é preciso provar que a gravidade existe e
funciona em todo o canto, em todo lugar, da mesma maneira, pois ela já foi testada
e provada tantas vezes que por indução é mais prático partir do princípio que ela
estará presente em todos os experimentos. Do mesmo modo, o racismo por aqui já
foi tão demonstrado em tantos casos e tempos que é mais proveitoso procurar as
singularidades onde ele falha do que o universo em que ele atua, e esse é o meu
primeiro ponto. O que proponho aqui é uma inversão de pensamento: em vez de
procurar racismo em nossas atitudes, vamos PARTIR DO PRINCÍPIO que elas são
racistas e procurar o que não é, como não é, ou como pode não ser. Em vez de a
todo momento termos que PROVAR que um pensamento, uma fala, uma instituição
ou uma disciplina universitária é racista, vamos admitir logo que o racismo está em
tudo até que se prove o contrário. Eu não penso mais, então: “será que estou sendo
racista?”. Ao invés disso, penso e proponho pensar: “será estou sendo antirracista?”
Será que estou sendo antirracista nas minhas pesquisas, nas minhas aulas, na
minha atuação profissional? E como a resposta provavelmente será “não”, como
posso remar, ativa e conscientemente, nessa direção?
Não posso oferecer respostas, mas posso oferecer questões. A nós todos, aos
nossos cursos, à nossa universidade, à nossa profissão. Questões que são
endereçadas a mim mesmo e que podem ser tomadas, discutidas, melhoradas,
viabilizadas e realizadas por quem achar que deve. Proponho que possam
reaparecer, em algum momento, ao longo dessa semana da arquitetura e que ao
final, alunos e professores da Unesp façam uma manifestação conjunta, uma carta
de intenções registrando o que tem sido feito, porque eu sei que tem coisas sendo
feitas, e coisas que podemos fazer, juntos, para o próximo semestre. Chamarei esta
fala, então, de “6 propostas para o próximo semestre”, e se alguém acha que
escolho o número 6 apenas para citar Ítalo Calvino, acertou.
Primeira proposta: a defesa intransigente do que já se tem.
Em 22 anos ininterruptos dentro de 5 universidades, federais, estaduais e
particulares, não posso negar que muitos professores e alunos tem se esforçado em
incluir temas raciais, de classe e gênero em suas aulas e pesquisas, e isso é ótimo.
Relembro sempre que quando entrei no curso de arquitetura e urbanismo da
Universidade Estadual de Londrina no ano 2000, havia na minha turma um único
negro, que na verdade era um intercambista moçambicano. As questões de raça,
gênero e classe, passavam ao largo e, para decepção do ex-ministro Artur
Weintraub, não tive uma aula sequer de, entre aspas, “doutrinação comunista”.
Anos depois, já como professor, passei a ter alunos negros e/ou vindos de escolas
públicas e foi a presença deles que forçou essa mudança de postura e portanto, a
primeira coisa a se defender é essa presença que torna tudo possível via bolsas de
estudo e permanência, financiamento estudantil e cotas raciais e para escola
pública, tanto para a graduação quanto para a pós-graduação. Isso é muito
importante e não está consolidado. Todos aqui sabem que muitas pessoas com
muito poder de decisão desejam devolver a universidade, especialmente a pública,
para a classe média branca. E digo mais: A presença de pretos e trabalhadores na
universidade pública corresponde ao momento de crescente criminalização e
descrédito de suas atividades. Como sempre, a classe média branca está disposta a
queimar o navio estando dentro dele, apenas para preservar seus privilégios. A
universidade pública e gratuita tem um papel fundamental na transformação do
Brasil, continuará sendo atacada e é nosso papel defendê-la de forma intransigente.
Além disso, é preciso apoiar institucionalmente o que nós temos. Quando participei
do Coletivo Mãos Negras, em 2018, muitas vezes nós não tinhamos uma sala para
nos reunir já que a que normalmente era usada de um dia para o outro foi
simplesmente desocupada para dar lugar a qualquer coisa, sem o menor respeito
pelo grupo que se reunia lá dentro. Sempre haverá um argumento burocrático para
dizer que isso não pode e aquilo não dá, mas a burocracia, como sempre, tem cor.
Minha primeira proposta é, então, que a Unesp como instituição e os professores
como seus representantes, reforcem ainda mais seu apoio aos movimentos que
surgem organicamente dentro da universidade, do jeito que puderem,
reconhecendo-os como expressão legítima da diversidade construída dentro da
universidade.
Segunda proposta: revisão e crítica bibliográfica.
Hoje, mais do que a 20 anos, temos consciência de que todo discurso, a começar
pelo nosso, tem cor, sexo, gênero e classe e que é fundamental aos leitores saber
de onde esse discurso vem. No entanto, nossas referências são ainda
desproporcionalmente masculinas, brancas e de países do centro do capital. Além
disso, tendemos a ler esses autores como universais, enquanto os que não se
encaixam nesse perfil como identitários. Vou dar um exemplo: quem vai contar ao
Jan Ghel que o sistema urbano das capitais européias só é possível porque, além
de excelentes técnicos, eles tinham colônias? Quem vai contar a Jane Jacobs que o
seu ideal de vizinhança com cafés bacanas e antiquários, não tem um único negro?
Quem vai dizer a Le Corbusier que seu urbanismo só pode ser ideia de um homem
branco? E isso não será uma surpresa porque não serão eles a falar por nós. Nós
falaremos por nós. Eu entendo perfeitamente que é muito difícil para nós,
professores, rompermos com a lógica bibliográfica em que nós mesmos fomos
formados. Pelo menos para mim é, mas precisamos corrigir ativamente esta lógica.
Tenho notado que autores pretes, africanes, latines, mulheres, possuem uma lógica
diferente, questões diferentes e formas de resolvê-las diferentes dos autores
brancos euro-americanos, o que nos exige praticamente uma nova alfabetização. O
que quero dizer é que não se trata simplesmente de colocar nomes a mais na
mesma lista de sempre, mas em trazer outras lógicas para sua vida. Algumas vezes
teremos que começar lá do comecinho, e existem muitos livros daquilo que eu
chamo de “racismo para brancos”, ou seja, livros de entrada para quem precisa
ainda entender o que deveria ser óbvio, mas não é. Acho esses livros fundamentais
para que a gente não force qualquer discurso a se encaixar na lógica a que já
estamos acostumados, o que nem sempre funciona. A partir daí, podemos nos
aprofundar na filosofia, na arte, no urbanismo, em toda a ciência de pele negra e
latina, sem as máscaras brancas. Assim, minha segunda proposta é que todos nós
coloquemos nesse semestre, em nossas mesas de cabeceira e em nossas
disciplinas, e se outra vez a burocracia atrapalhar que seja pelo menos como
recomendação aos alunos, no mínimo dois novos autores: um brasileiro e um da
América latina ou África. Que pelo menos um seja negre, que pelo menos um seja
mulher.
Terceira proposta: modos de pensar a universidade..
Incorporar novas lógicas não-brancas a nossa vida, fatalmente nos levará a
incorporar novas lógicas no nosso cotidiano e na nossa profissão e essas novas
lógicas possivelmente não se enquadrarão em um modelo de universidade, de
ensino e de pesquisa criadas por uma lógica colonial. O indivíduo, a acumulação e a
competição precisam dar lugar ao coletivo, a troca, a colaboração. Novamente, as
dificuldades burocráticas são muitas mas precisamos repensar nosso modelo de
ensino, nossos modos de fazer, estar e ser a universidade, substituir as relações de
pressão e punição por relações de entusiasmo e colaboração. Quando chega o fim
do ano, por exemplo, os alunos que obtiveram uma nota melhor em nossas
disciplinas são, como prêmio, mandados diretamente para casa enquanto aqueles
que tiraram notas piores são, como punição, retidos por mais uma ou duas semanas
para uma falsificação grosseira do que seria uma nova avaliação capaz de
recuperar rapidamente um tempo supostamente perdido durante o semestre. Uma
vez, aplicando mais uma das intermináveis provas de exame que eu não queria
aplicar e os alunos não queriam fazer, pensei em como queria usar aquelas duas
semanas para dar um curso avançado, para ler e discutir coisas novas, com quem
quisesse, sem precisar de provas, com os mais interessados, e não com os menos.
Que estar na universidade seja um privilégio, e não uma punição, e é dever de
todos, professores e alunos, que seja assim. Todos nós, a começar por mim, em
algum momento fomos arrastados por essa lógica burocrática que nos faz odiar o
lugar que na verdade amamos mas que nos afeta, nos pressiona, consome todo o
nosso tempo, nos exaure. A discussão sobre a saúde mental de professores e
alunos precisa ser levada a sério e não vamos esquecer que alunes negres e
mulheres são especialmente suas vítimas. Acredito que aprender com as lógicas
não-brancas, indígenas e africanas pode apontar caminhos de empatia,
acolhimento, inclusão e compartilhamento. Minha terceira proposta é que durante o
próximo semestre tenhamos dentro das disciplinas um espaço para discutir a saúde
mental de todos e que conjuntamente possamos negociar pequenas alternativas
para diminuir a pressão e a carga de trabalho sobre todos..
Quarta proposta: a dissolução dos limites.
Diminuir a pressão e a carga de trabalho não quer dizer, de nenhuma maneira,
diminuir o aprendizado, ao contrário. Muitas vezes, organizar o calendário para
garantir às alunes algum tempo livre pode contribuir e muito para a sua formação
como arquitetes, urbanistes e seres humanos. Eu costumava pedir aos meus
alunes, especialmente aos ingressantes quando os via pela primeira vez, que
mantivessem seriamente alguma manifestação artística fora da arquitetura: que
pudessem tocar um instrumento, dançar, cantar, pintar, fazer parte de um grupo de
teatro, escrever, fotografar, e que isso não fosse um hobbie, mas que fosse levado a
sério, com estudo e dedicação, como parte de sua formação profissional. O que
estava pedindo, no final das contas, é que eles dissolvessem os limites entre a
universidade e a vida, o trabalho e o lazer, o dentro e o fora. Estou convencido de
que muitos limites que colocamos entre o que é uma coisa e o que é outra
simplesmente não existem. Como professor, participei de muitas boas iniciativas
tentando aproximar a teoria e prática, algumas com ótimos resultados, mas o que
quero pensar agora é na dissolução do que é teoria e o que é prática. Tudo pode ser
uma coisa só assim como o profissional e o ser humano: quando evolui um, evolui
também o outro. Universidade e sociedade, ensino e pesquisa, pesquisa e
extensão, aluno e profissional; pensar a partir dessas categorias é um passo
importante, mas ABOLIR essas categorias é um passo maior ainda. Mas há um
problema: é impossível pensar nessa superação sem praticar essa superação. Não
há pensamento antes da ação e nem ação antes do pensamento. Minha quarta
proposta, então, é que cada um de nós mantenha nesse semestre uma atividade
artística fora da arquitetura, e que a levemos a sério, como parte da nossa formação
e que este ato seja uma plataforma para que outras fronteiras sejam dissipadas
dentro e fora de nós, o que também é a mesma coisa, nos próximos semestres.
Quinta proposta: O projeto arquitetônico.
Eu não tenho dúvidas que é difícil abolir fronteiras em uma profissão que, sendo
uma, é duas: arquitetura e urbanismo. É muito difícil pensar em abolir fronteiras em
uma profissão em que a prática, por muitos motivos, é vedada aos alunos e até, de
certo modo, aos professores. Uma profissão que já nasce de uma cisão entre
projeto e construção, no colo de uma burguesia que utilizará essa cisão justamente
como estratégia de dominação. Por essa natureza, a disciplina de projeto
arquitetônico, a nossa menina dos olhos, talvez seja a mais difícil de ser resolvida,
repensada, decolonizada. Por um lado, tendo a pensar que uma maneira de fazer
isso é valorizar os processos e as trocas tanto quanto ou mais do que o resultado
final. Gostaria de imaginar novas relações, mais horizontais, para discutir cada
projeto, aluno com aluno, trabalhando em paralelo e conjuntamente, conhecendo,
explicando e entendendo o processo do outro. Que alunos de diferentes anos
possam aparecer para conhecer, trocar e projetar juntos. É possível fazer isso,
trazer os alunos do último ano para ajudar o projeto dos alunos do primeiro ano, por
que não? Nem tudo precisa passar pelo professor, e é muito bom que seja assim.
Diante do projeto de uma casa, gostaria de pensá-la como um produto social e
conversar sobre para que serve uma cozinha, uma sala, um banheiro de
empregados, se é que servem para alguma coisa. É preciso perder a inocência
diante dos programas e saber que eles também são um discurso. E gostaria de
pensar o avesso, trabalhar com o limite, com o pouco espaço, com o pouco
orçamento. Quando propomos aos nossos alunos fazer o projeto de uma casa em
um terreno imenso e sem pensar no custo da construção, a que cliente estamos
servindo? Uma família branca, tradicional, de condomínio? Se eu puder contar um
segredo a vocês, famílias pretas quase sempre tem um orçamento bem apertadinho
para construir e entender suas estratégias para baratear a construção e fazer
arquitetura a partir delas seria um grande passo para uma arquitetura antirracista.
Minha quinta proposta é essa, que possamos desenvolver neste semestre, dentro
ou fora de uma disciplina, um projeto residencial pensando que nossos clientes são
uma família preta e o que isso quer dizer.
Essa é minha última proposta. As minhas seis propostas para o próximo semestre
são cinco, e se você não concorda com isso, saiba que as do Ítalo Calvino também
são. Minhas cinco propostas não são uma crítica, senão uma autocrítica, mas antes
de tudo um reconhecimento de que muito já tem sido feito e é isso que dá o
incômodo em saber que a gente precisa continuar fazendo, mais e melhor. Quem
não faz nada nunca acha que precisa fazer mais. A universidade mudou muito nos
20 anos em que estive dentro dela, e isso é maravilhoso sobretudo porque foi
graças a vocês, alunos, e aos professores que, como eu, continuam sendo. É pelo
entusiasmo e juventude de vocês que eu acredito sinceramente que minha profissão
pode se reinventar e ajudar a reinventar o mundo e, se eu não puder fazer isso,
vocês farão. É por isso que a sexta e última proposta, então, é que vocês
proponham algo e me respondam: como podemos fazer uma profissão, um curso,
uma disciplina antirracista, antimachista, socialmente inclusiva? Teremos alguns
dias para fazer esse debate entre alunos, professores, palestrantes. Debatam e, no
final dessa semana, organizem uma nota convidando a comunidade acadêmica a
assumir uma ação, não um desafio ou provocação, mas um convite de quem quer,
juntos, construir algo sobre o que acredita.
Obrigado.

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